Choque-Rei


Choque Rei é o jogo paulista entre as equipes de futebol do Palmeiras e São Paulo. É o mais equilibrado dos clássicos paulistas, com 6 vitórias de diferença para o Tricolor do Morumbi. O ponto Maximo de rivalidade aconteceu entre 1942 e 1950, período em que São Paulo e Palmeiras dividiram os nove títulos paulistas disputados. Foram cinco títulos do São Paulo (1943, 1945, 1946, 1948 e 1649) e quatro do Palmeiras (1942, 1944, 1947 e 1950). A importância do jogo criou o nome de "Choque-Rei", dado pelo jornalista Tomaz Mazzoni, do jornal "A Gazeta Esportiva". O Choque Rei levou por quatro vezes públicos maiores do que 100 mil pessoas no Morumbi. O Palmeiras, que começou com o nome de Palestra Itália, foi fundado por representantes da colônia Italiana de São Paulo no longínquo ano de 1914. O São Paulo se originou da fusão de 2 clubes elitistas paulistanos em 1930 (Paulistano e AA das Palmeiras). Depois de falir e ser refundado em 1935, também conseguiu ampliar seu número de torcedores com pessoas de diversas classes sociais e de várias origens, também refletindo o próprio cenário recente da cidade.
O clássico tem como grande marca o equilíbrio, em vários aspectos, como a disputa pela segunda maior torcida do Estado de São Paulo e a terceira maior do Brasil; o confronto pela segunda posição no ranking de títulos de Campeonatos Paulistas (atualmente, são 22 do Palmeiras e 21 do São Paulo, sendo que o tricolor possui ainda 1 supercampeonato paulista e o Palmeiras possui mais 2 campeonatos paulistas extras); a briga pelo maior número de participações na Copa Libertadores da America (atualmente, o São Paulo tem 15 participações e o Palmeiras tem 14); relevância nacional de cada um (o Palmeiras como o maior campeão nacional e o São Paulo como o maior vencedor de Campeonatos Brasileiros); ídolos; jogadores cedidos para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo; entre muitos outros pontos que cercam essa destacada rivalidade entre os vizinhos de Centros de Treinamento.
A rivalidade entre Palmeiras e São Paulo também atingiu contornos de inimizade durante a 2ª guerra, quando o então Palestra Itália foi obrigado a mudar de nome para Palmeiras, já que o Brasil, governado pelo então presidente Vargas, declarou guerra aos países do "Eixo" (Alemanha, Itália e Japão) e se alinhou aos países "Aliados", (EUA, URSS, Grã-Bretanha, França e outros). Informações da época são de que dirigentes do São Paulo estavam entre os que mais pressionaram as autoridades para que o rival mudasse de nome, respeitando a legislação nacionalista vigente na época.
Atualmente, Palmeiras e São Paulo são muito populares no Brasil, por conta principalmente das inúmeras glórias conquistadas por ambos em toda a história do futebol brasileiro. É um dos clássicos de maior rivalidade no futebol brasileiro e consequentemente do mundo.
Estatísticas do clássico
Partidas: 296 (de 30 de março de 1930 até 19 de setembro de 2010)
Vitórias do Palmeiras: 97
Vitórias do São Paulo: 103
Empates: 96
Gols do Palmeiras: 389
Gols do São Paulo: 402
Até o dia 21 de fevereiro de 2010, os clubes paulistanos haviam se enfrentado 164 vezes pelo Campeonato Paulista, com 67 vitórias do São Paulo, 47 vitórias do Palmeiras, 50 empates, e um total de 453 gols feitos, sendo 245 da equipe tricolor e 208 do time alviverde. Até o dia 19 de setembro de 2010, haviam se enfrentado 48 vezes pelo Campeonato Brasileiro, com 16 vitórias do Palmeiras, 9 vitórias do São Paulo, 23 empates, e um total de 109 gols feitos, sendo 60 da equipe alviverde e 51 do time tricolor. Até o dia 07 de agosto de 2010, haviam se enfrentado 8 vezes pela Libertadores da América, com 6 vitórias do São Paulo e 2 empates, e um total de 16 gols feitos, sendo 4 da equipe alviverde e 12 do time tricolor.

O último jogo
Palmeiras 0 x 2 São Paulo - Pacaembu (Brasileirão), em 19 de setembro de 2010.

O primeiro jogo
São Paulo 2 x 2 Palestra Itália – Estádio da Floresta (Paulistão), 30 de março de 1930.

Decisões de títulos
É considerada decisão apenas a partida em que ambos os times entram em campo disputando o título, saindo um campeão sobre o outro.
Campenonato Paulista

1933: Palestra Itália 1x0 São Paulo - Palestra Itália campeão
1942: Palmeiras 3x1 São Paulo - Palmeiras campeão
1943: São Paulo 0x0 Palmeiras - São Paulo campeão
1950: São Paulo 1x1 Palmeiras - Palmeiras campeão
1971: São Paulo 1x0 Palmeiras - São Paulo campeão
1972: Palmeiras 0x0 São Paulo - Palmeiras campeão invicto e São Paulo vice invicto
05/12/1992: São Paulo 4x2 Palmeiras
20/12/1992: São Paulo 2x1 Palmeiras - São Paulo campeão

Brasileirão

1973: Palmeiras 0x0 São Paulo - Palmeiras campeão
Obs: O Campeonato Brasileiro de 1973 foi decidido em um quadrangular entre Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro EC e SC Internacional; Por coincidência o último jogo desse quadrangular foi entre Palmeiras x São Paulo, campeão e vice por pontos.

Competições internacionais
Libertadores da América
30/03/1974: São Paulo 2x0 Palmeiras
24/04/1974: Palmeiras 1x2 São Paulo - 1ª fase - São Paulo classificado
27/04/1994: Palmeiras 0x0 São Paulo
24/07/1994: São Paulo 2x1 Palmeiras - oitavas - São Paulo classificado
18/05/2005: Palmeiras 0x1 São Paulo
25/05/2005: São Paulo 2x0 Palmeiras - oitavas - São Paulo classificado
26/04/2006: Palmeiras 1x1 São Paulo
03/05/2006: São Paulo 2x1 Palmeiras - oitavas - São Paulo classificado

Maiores goleadas
Equipe vencedora
Placar
Ano
Data
Local
Campeonato/Torneio
São Paulo
6 x 0
1939
26 de março
Estádio da Rua da Moóca
Paulista
São Paulo
5 x 0
1956
10 de novembro
Pacaembu
Paulista
Palmeiras
5 x 0
1965
19 de maio
Pacaembu
Ri-São Paulo
São Paulo
6 x 2
1981
4 de outubro
Morumbi
Paulista
São Paulo
5 x 1
1949
24 de julho
Pacaembu
Paulista
São Paulo
5 x 1
1986
27 de julho
Pacaembu
Paulista
São Paulo
5 x 1
1999
9 de maio
Morumbi
Paulista
Palmeiras
4 x 0
1953
15 de março
Pacaembu
Torneio Nacional
São Paulo
4 x 0
1980
5 de agosto
Morumbi
Amistoso
Palmeiras
4 x 0
1992
8 de março
Morumbi
Brasileirão

Os Maiores Clássicos
O primeiro jogo entre o recém surgido São Paulo e o já grande Palestra Italia, ocorreu em 30/03/1930, válido pelo Paulistão daquele ano, o jogo terminou 2x2, gols sãopaulinos de Friedenreich e Zanuella.
No ano do seu primeiro título, o Paulistão de 1931, o tricolor teve no Verdão, que terminou vice, seu grande adversário ao título. No turno, uma vitória palestrina por 3x2 em 1º de maio , e, no returno, uma goleada sãopaulina por 4x0
No Paulistão de 1932, os dois de novo, eram os pleiteantes ao título. Vitória Alviverde por 3x2 no primeiro turno. Porém, com a Revolução Constitucionalista de 1932, o segundo turno não foi realizado, e o Verdão, líder, acabou campeão, com o São Paulo, reclamando por não ter o jogo de volta, vice.
No Paulistão seguinte,em 1933, novamente ambos eram os favoritos e novamente, o Palestra bateu o Time da Fé, mas, agora sem deixar dúvidas: 3x2 no turno e 1x0 no returno. Por sinal, foi nesse jogo do returno, ocorrido no Palestra Itália em 12/11/1933, que o gol solitário de Avelino aos 29 minutos da etapa complementar, garantiu o título do Palestra ao fim da partida, o qual coincidentemente enfrentava seu adversário na disputa pelo título, o Tricolor vice-campeão.
Em 1934 o Time da Fé não foi campeão, mas teve uma alegria diante do rival: No último jogo do campeonato, o Verdão, já campeão com sobras e invicto, encontrou o Sampa, no 'jogo da festa'. Só não combinaram com ele, que venceu o clássico, quebrou a invencibilidade e acabou com a festa adversária, no título que ficou conhecido como Sinfonia Inacabada.
No primeiro clássico após a "morte" do São Paulo da Floresta e o seu ressurgimento, vitória fácil do futuro Palmeiras: 3x0 em 25/10/1936.
Desde que fora refundado, o "mais querido" ainda não conseguira vencer seu maior rival. Sua última vitória fora ainda como Triclor da Floresta, por 1x0 em 28/10/1934. Até que em 26/03/1939, no seu antigo campo da Antárctica Paulista, o Estádio Antonio Alonso na Rua da Moóca, o São Paulo não só quebrou o tabu, como impõs a maior goleada da história do clássico com um 6x0.
O Palestra Itália conquistou o Campeonato Paulista de 1940 com uma vitória sobre o Time da Fé, que não lutava pela taça, por 4 a 1. Porém esse jogo foi polêmico pois o atacante Paulo do Tricolor disse ter recebido uma proposta de suborno no valor de 3 contos de réis de Sídnei do Alviverde, a mando do dirigente Higino Pellegrini. Sídnei acabou suspenso por tempo indeterminado.
O Palestra entrou na última rodada do Paulistão de 1942 diante do São Paulo,adversário direto pelo título, a quem culpava pela perseguição que sofria devido às suas raízes italianas. para fugir da perseguição devido ás suas raízes, adotou nome brasileiro e entrou em campo com uma bandeira do Brasil. Estreou com o novo nome, Palmeiras, e o novo escudo justo diante do inimigo, e, pra doce vingança, impôs um 3x1, com direito a abandono de campo do time tricolor aos 19 minutos do segundo tempo após marcação de penalti cometido por Virgílio, que lhe valeu o título de campeão. A violência durante o jogo foi tanta que o juíz da partida acabou suspenso por 10 dias, por não coibí-la.
Já o primeiro título do Tricolaço após a sua 'resurreição', ocorreu no campeonato seguinte, 1943. O São Paulo líder ao lado do Corinthians, enfrentaria o Palmeiras, 3° colocado, 2 pontos atrás. Se o Verdão vencesse, os três empatariam e haveria um supercampeonato desempate. Aos 6 minutos de jogo, Sastre se contundiu e passou o resto do jogo fazendo número, pois não havia substituição. O Time da Fé passou então o jogo segurando o 0 a 0, que lhe valeu a taça. Foi o ano em que 'a moeda caiu em pé'.
O único título paulista ganho invictamente pela São Paulo veio no Paulistão de 1946, em uma vitória dramática diante do Palmeiras. Quem torcia pelo tropeço do Tricolor era o Corinthians que lutou palmo a palmo pela taça. No Pacaembu, um jogo tenso. Aos 13 do segundo, Luizinho do sampa chutou Oberdan, iniciando uam grande briga com 4 expulsos: Og Moreira e VillaDoniga do Verdão e Luizinho e Remo do Sampa. Aos 38 do segundo Bauer centra, a bola bate na trave e no rebote, gol do zagueiro Renganeschi, que foi colocado na ponta-esquerda por estar contundido, mas teve forças para escorar o gol da taça.
A mais dramática e heróica vitória palestrina num Choque Rei ocorreu em 28/01/1951, ficando conhecida como "O Jogo da Lama". O São Paulo buscava o tri-paulista, e a três rodadas do fim liderava. Mas, na penúltima e antepenúltima rodadas perdeu e foi ultrapassado justamente pelo Palmeiras, que enfrentaria na última rodada do returno. No dia do jogo decisivo, caiu uma tempestade em São Paulo, tornando o gramado do Pacaembú um lamaçal. A vantagem do empate era do Verdão, o que forçou o Sampa ao ataque, com Teixeirinha abrindo 1x0 tricolor com apenas quatro minutos de jogo. No resto do primeiro tempo, o tricolaço massacrou o alviverde, que só não tomou gols devido à monstruosa atuação de Oberdan Cattani. Os palestrinos descem ao vestiário onde Jair da Rosa Pinto, aos berros, exige uma reação dos colegas - fato que foi gravado numa impressionante foto de jornal da época. Numa reação, em um campo impraticável pelo barro, Jair faz jogada para Aquiles empatar o prélio e definir o clássico. No Ano Santo, os Palmeirense, às lágrimas, sagram-se campeões paulista de 1950, impedindo o tricampeonato certo do São Paulo, e ainda classificando-se para a Copa Rio.
Zizinho era o maior jogador do país em 1957, e ao ser contratado pelo Mais Querido, sem nem ao menos um único treino com o elenco, estreou em um clássico contra o Palmeiras. Liderou, venceu com o São Paulo por 4 a 2, dando início a uma invencibilidade do Tricolor dali até o fim do campeonato, acabando Campeão Paulista de 1957.
Na década de 60, No Torneio Rio-São Paulo de 1965, na etapa final da competição, o Palmeiras impôs a maior goleada feita em cima do rival tricolor no clássico, por 5 a 0, isso já seria motivo de sobra para que este clássico se tornasse inesquecível, mas existe ainda um motivo a mais: na oportunidade, o Verdão liderava a disputa com 7 pontos, seguido bem de perto pelo Tricolor, que somava seis. A soma de mais dois pontos devido à vitória levou a 9, tirou qualquer chance de título para os são-paulinos e deixou o Palmeiras bem próximo da conquista do tricampeonato do Rio-São Paulo.
No Paulistão de 1971, ambos decidiam o título, mas o Sampa jogava por empate, pois tinha 34 pontos contra 33 do vice-líder Palmeiras, que o enfrentaria. Logo aos 5 minutos do primeiro tempo, Toninho Guerreiro aparou no peito uma bola rebatida pela defesa e, mais ou menos da altura do pênalti, mandou-a para as redes palmeirenses. Daí para frente foi o Palmeiras atacar sem parar, porque precisava vencer a partida, e o São Paulo se defender, já que o empate também daria o título. Essa partida teve um lance polêmico, que até hoje não foi resolvido na cabeça dos palmeirenses: aos 22 minutos do segundo tempo, Leivinha fez um gol que não foi validado pelo juiz Armando Marques. Para os palmeirenses, o gol foi de cabeça; para Armando Marques, foi de mão. Ao se ver as imagens hoje, percebe-se que o atacante usa a cabeça, mas o fato de ter esticado os dois braços no lance é o que deve ter provocado a dúvida no juiz. Irritados, os palmeirenses chegaram ao limite quando, já no fim do jogo, um funcionário errou ao devolver a bola para o campo, deixando-a escapar pelo lado contrário. Todos, de Leão a Fedato, correram atrás do funcionário para o agredir. Ninguém o pegou e, ainda por cima, Eurico e Fedato foram expulsos. Foi, enfim, um jogo fantástico, emocionante, eletrizante, que deu ao São Paulo o terceiro bicampeonato de sua história.
Veio o troco Palmeirense que ganhou o Paulistão de 1972, invicto, diante de um São Paulo também invicto, com um 0x0.
Em 1973, o Alviverde ganhou o bicampeonato Brasileiro na última rodada do quadrangular decisivo do Brasileirão com outro 0x0 diante do tricolor, que, de novo, engoliu um vice.
Em 1974, a revanche tricolor, que venceu o Verdão na Libertadores da América, tanto no Palestra Itália, por 2x1, como no Morumbi, por 2x0. Apesar do confronto ter sido realizado na primeira fase da competição, que era de grupos com quatro equipes cada, as vitórias são-paulinas levaram o tricolor à liderança de seu grupo e, como apenas uma equipe se classificava para a próxima fase, o Palmeiras, mesmo em segundo lugar, ficou fora da sequência da competição.
O São Paulo eliminou o Verdão (que jogava pelo empate) na semifinal do Paulistão de 1978, realizada em 17/06/1979, com um gol de Serginho Chulapa, aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação.
No Paulistão de 1981 o Tricolor goleou o alviverde por 6x2, com direito a gol de letra de Mário Sérgio.
O Tricolor eliminou o alviverde na semi-final do Paulistão de 1987. Mas o que todo mundo lembra mesmo no 3x1, é do frango de Zetti, que deixou a bola chutada por Neto passar no meio de suas pernas.
O Time da Fé levantou o bi campeonato paulista em 1992 com duas vitórias sobre o arqui-rival: 4x2 e 2x1, disputando e ganhando seu primeiro mundial entre as decisões. Antes, no primeiro semestre daquele mesmo ano, o Palmeiras impôs uma goleada por 4 a 0, no Morumbi, em clássico válido pelo Campeonato Brasileiro.
A chegada da Parmalat como co-gestora do Palmeiras garantiu a hegemonia do Verdão no futebol nacional por alguns anos. O início dessa fase conicidiu com o fim da fase dourada do Tricolaço. Ainda no Campeonato Brasileiro de 1993, São Paulo e Palmeiras chegaram a ùltima rodada do quadrangular semifinal como postulantes à vaga na decisão. Em pleno Morumbi o Alviverde eliminou o Tricolor Paulista por 2x0, indo rumo à sua terceira taça nacional, com belo gol do volante César Sampaio, que, a partir do meio-campo, driblou vário jogadores do adversário antes de chutar para as redes.
Em 1993, Palmeiras e São Paulo se encontraram na semifinal Torneio Ramón de Carranza, com vitoria do verdão por 2 a 1, que levou o Alvi verde para a final contra o Cadiz da Espanha, na qual o Palmeiras perdeu por 3 a 1 nos pênaltis.
O Paulistão de 1994 disputado em pontos corridos tinha jogo decisivo entre o líder Palestra e o vice Sampa. Porém no dia do clássico, ocorreu a morte de Ayrton Senna. Ambas as torcidas choraram e cantaram juntas o nome do ídolo. Em campo, o Verdão ganhou por 3x2 de virada e praticamente pôs as duas mãos na taça.
O Verdão era favorítíssimo diante do Tricolor no segundo encontro dos times pela Copa Libertadores de 1994, pois tinha um timaço, que o eliminara seguidas vezes nos últimos confrontos. Após empate por 0x0 no primeiro confronto pelas oitavas, os times adotaram táticas diferentes: O elenco tricolor entrou em concentração por uma semana. Os palmeirenses foram fazer excursão pelo exterior. Resultado: Sampa 2x1, e Verdão novamente eliminado.
No clássico válido pelo Brasileirão de 1994, após um empate em 2x2, Edmundo inicia uma briga com André do Sampa, que logo se generaliza com quase todos os jogadores de ambos os lados. O jogo acabou ali.
Em 20 de agosto de 1995 aconteceu a maior tragédia da história do Choque Rei, justamente num jogo entre juniores. Na final da Supercopa São Paulo de Juniores, após empate no tempo normal, os meninos do Verdão ganham a taça com um gol na prorrogação, mas em vez de festa, houve a maior batalha campal da história de nosso futebol. O jogo foi realizado no estádio do Pacaembu, na época em reformas, cheio de entulho, pedras e vigas de ferro espalhadas entre as arquibancadas. Estádio cheio, fim de jogo, provocações entre as torcidas organizadas, especialmente Mancha Verde e Torcida Independente. De repente, torcedores invadem o gramado, armados de paus e pedras, indo uns contra os outros. As TV's registraram ao vivo grupos de covardes que cercavam adversários sozinhos e os espancavam. Por fim, o Pacaembu foi praticamente destruído, ficaram 101 feridos e o sãopaulino Marcio Gasparin da Silva, de 16 anos , que depois de levar pauladas, foi levado ao hospital em coma, e este infelizmente, faleceu 8 dias após sofrer a agressão, no dia 28 de agosto. Após esses fatos , Mancha e Independente foram cassadas pela justiça, além de mudança drástica no trato às organizadas.
São Paulo eliminou o Verdão nas semi-finais do Paulistão de 88 com duas vitórias, por 2 a 1 e 3 a 1.
Em 2000 o primeiro e único confronto pela Copa do Brasil. Nas quartas de final o Sampa venceu por 2x1 no Morumbi e por 3x2 no Palestra Itália.
O Palmeiras manteve um tabu de 26 anos e nove meses sem perder para o São Paulo por jogos do Brasileirão, entre 1973 e 2000, quando uma vitória sãopaulina por 3x0 em 2/09/2000 deu fim ao jejum.
São Paulo e Palmeiras se cruzaram nas oitavas de final da Copa João Havelange, o Brasileirão de 2000, sendo que, por ter a melhor campanha, o Tricolor decidiria em casa. Em 25/11, no jogo de ida no Pacaembu, o Time da Fé saiu na frente, mas o Alvi-verde empatou decretando o 1 a 1. Na decisiva, 30/11, em pleno Morumbi, o Verdão impôs 2 a 1, eliminando o Mais Querido.
No Torneio Rio-São Paulo de 2002, o Time da fé eliminou o Verdão de forma curiosa nas semifinais: pela quantidade de cartões amarelos, critério de desempate, após empate por 2x2. Na fase preliminar da competição, o Palmeiras havia vencido o tricolor, por 4 a 2, em clássico que ficou marcado por um golaço feito pelo meia Alex, que chapelou toda a defesa são-paulina antes de mandar a bola para as redes.
Derrotados no Torneio Rio-São Paulo de 2002, São Paulo e Palmeiras se encontraram novamente nas semifinais do Supercampeonato Paulista de 2002. No jogo de ida,realizado no Anacleo Campanella, em São Caetano do Sul no dia 19/05, o Mais Querido venceu por 2 a 0. No jogo de volta, realizado no Canindé em 22/05,Um empate em 2 a 2 garantiu o Sampa na final, onde seria campeão sobre o Ituano, campeão paulista daquele ano.
Em 2005 ocorre o terceiro confronto entre os inimigos válido pela Copa Libertadores. Nas oitavas de final, O Time da Fé ganhou do alviverde por 1x0 no Palestra Itália e por 2x0 no Morumbi, eliminando-o em sua caminhada ao tri-continental.
Em 2006 ocorre o mais dramático de todos os quatro encontros válidos pela Libertadores até este momento. No Parque Antarctica, empate por 1x1. No decisivo jogo das oitavas, no Morumbi, O Tricolor abre 1x0. O Verdão empata e em um contra-ataque tem a chance de virar a partida , o que forçaria o Sampa a ter que fazer mais dois gols já no final do segundo tempo, o que era praticamente impossível. Leandro do Sampa faz falta, mata o contra-ataque e é expulso. No fim, o Sampa marca o segundo gol e mantém a tradiçao: o Palmeiras jamais eliminou o São Paulo em Copa Libertadores, jamais sequer venceu um clássico contra o rival pelo torneio até o momento.
O Palmeiras sai de um jejum de 7 anos sem conquistas e 12 sem levantar estaduais, ganhando o Paulistão de 2008 sobre a Ponte Preta. Mas o jogo decisivo, que os palestrinos não esquecem foi a vitória por 2x0 no Palestra, sobre o São Paulo, após uma derrota por 2x1 no Morumbi, com um gol de mão de Adrino, o Imperador. No fim festa de Valdivia e muita provocação. O fato negativo foi o ataque ao vestiário são paulino com um gás misterioso, fato que rendeu inquérito policial. No mesmo campeonato, na primeira fase da competição, o Palmeiras goleou o São Paulo, em Ribeirão Preto, por 4 a 1.
A rivalidade entre os gigantes foi muito acentuada em 2008, e chegou ao auge na partida decisiva no segundo turno do Brasileirão de 2008, onde ambos, Palmeiras em terceiro e São Paulo em quarto, disputavam a taça e se enfrentariam no Palestra Itália. O Tricolor abre 2x0 no primeiro tempo com Rogério Ceni eDagol. O Verdão então, sem outra opção e empurrado pela maioria verde, foi pra cima. Denilson, ex-sãopaulino que foi preterido pela diretoria do Morumbi, fez partidaça, Kléber fez o primeiro do Alviverde, e na seqüência, o lateral-esquerdo Leandro fez o seu, numa cobrança de falta que desviou em Dagoberto, decretando o 2x2. O Tricolor acabou campeão, mas a reação palestrina foi inegavelmente heróica.
Curiosidades
O Palmeiras já ganhou 5 decisões de campeonato diretas contra o São Paulo: Os Paulistões de 1933,1942,1950 e 1973, todos torneios em pontos corridos, e o Brasileirão de 1973, definido num quadrangular final.
O São Paulo já derrotou o Verdão em 3 decisões diretas, quais sejam: os Paulistões de 1943, 1971 e 1992, sendo apenas a última no sistema de mata-mata.
O Palmeiras já eliminou o São Paulo por 5 vezes em confrontos diretos: no Paulistão de 2008 e 1995 e nos Brasileirões de 1993 e 2000, além do Troféu Ramón de Carranza em 1993.
O São Paulo já eliminou o Verdão de um torneio, em confrontos diretos, por 10 vezes: nos Paulistões de 1978, 1987, e 1998, no Torneio Rio-São Paulo de 1998 e 2002, no Supercampeonato Paulista de 2002, na Copa do Brasil de 2000 e nas Libertadores de 1994, 2005 e 2006.
O maior tabu entre ambos ainda está em vigor. O São Paulo nunca perdeu para o Palmeiras em Libertadores da América. O primeiro jogo foi em 1974. São 8 vitórias do São Paulo e 2 empates. Assim, há um tabu de 36 anos, porém, ambos os times não costumam se enfrentar anualmente na competição. O último encontro aconteceu em 2006.
Um tabu envolvendo uma sequência de jogos mais regular foi imposto pelo Palmeiras ao São Paulo no Brasileirão, entre 1973 e 2000. Foram 26 anos sem vitórias do tricolor sobre o alviverde, sendo que, entre 1979 e 1984, o clássico não foi disputado nesta competição.
Campo de Batalha
Quando o mando de campo é do Tricolor Paulista, desde os anos 70, ele joga no Morumbi,
O mando de campo do Palmeiras não vem se resumindo a um único estádio nos últimos anos. Desde a década de 70, com o crescimento das torcidas e a inauguração do Morumbi, com raras exceções, boa parte dos clássicos contra o São Paulo era disputada no estádio tricolor. Porém, a partir da década de 90, a diretoria alviverde vem lutando e conseguindo mandar seus jogos no Palestra Itália, sua casa, ou, como forma de obter maiores públicos pagantes, em estádios do interior paulista.
O Estádio de Pacaembu também já foi palco de inúmeros confrontos entre Palmeiras e São Paulo, principalmente antes da inauguração do Estádio do Morumbi. Depois disso passou a ser uma outra opção para o Palmeiras exercer seu direito de mando de campo em jogos decisivos, como na primeira partida do Choque-Rei nas oitavas-de-final da Libertadores de 94 e na primeira partida das oitavas-de-final da Copa João Havelange, nome adotado para a edição de 2000 do Brasileirão.